domingo, julho 10, 2005

Buy @ hipermercado

Domingo 12h15: doce acordar de um sonho do qual não me recordo mas sei que foi bom, como sei (perguntam vocês)... tinha que ser bom, caso contrário não durava as 11h de sono que tanto bem me fizeram ao espírito!

Tudo estava perfeito enquanto estirava os braços e as pernas por preguiça, até me lembrar de que a casa estava repleta de pequenas partículas de pó (alojadas esteticamente nos móveis) e de minúsculos grãos de areia no chão (generosamente transportados da rua para o interior)... de que a roupa permanecia amontoada no cesto da roupa que precisa de tratamento antes de voltar a ser usada e de que o frigorífico ansiava por peso nas prateleiras!

Do mal, o menos... há que arrancar de estômago vazio a caminho do hipermercado que fecha às 13h! Aproximadamente 10 minutos de caminho, estacionar e seguir a passos largos (quase desafiando as leis da marcha, se fosse competição teria sido desqualificada)... esqueço- me do carrinho mas já não há tempo para voltar atrás... faltam 10 minutos para o encerramento, um cesto chega perfeitamente!

Vou deambulando mandriona pelos corredores até ouvir nos altifalantes que o hipermercdao vai fechar e que o estimado cliente deve dirigir- se à linha de caixas para efectuar o pagamento... ainda bem que entretanto bebi um iogurte líquido... a sede já era muita e a força pouca para aguentar o peso do cesto carregado de bens essenciais como leite, cerveja, sumos, vinho e mais umas coisitas!

Chegada à linha de caixas deparo- me com o cenário habitual: longas filas de carrinhos cheios até cima, algumas caixas prioritárias onde estavam mulheres grávidas ou acompanhadas por crianças (vi várias mulheres com gémeos e uma com trigémeos... confesso que fiquei assustada com a hipótese de um dia ser brindada com 2 ou 3 miúdos em vez de 1 só...) e as famosas caixas expresso para compras até 15 unidades!

Como sempre há um preço que não está marcado e ouvimos nos altifalantes "Caixa central à caixa 15" ou "Patinadora à caixa 15" e lá chega esbaforida a menina de calçanitos para resolver o problema da falta de preço... "Não tem preço, é oferta da casa"- sempre sonhei ouvir isto, mas até à data ainda não aconteceu!

Reparo na operadora de caixa (serviço que até conheço por dentro) e registo na memória intermédia o seu "modus operandi", mal levanta os olhos quando se dirige ao cliente, diz um "Boa Tarde" engolido pela agitação dos braços fazendo passar os códigos de barras pela registadora, atira uns sacos de plástico para o lado para o cliente arrecadar as compras e diz em bom som e com voz colocada "são 39 euros e 74 cêntimos por favor"... "não me arranja os 74?"

E lá se seguem os clientes estilo linha de montagem... chega a minha vez e o tratamento é o de sempre, não é que seja antipática, limita- se a ser profissionalmente correcta... fico excessivamente aborrecida com a velocidade a que passa os artigos pela máquina... é sempre a mesma coisa, tenho que arrumar tudo ao molho sem ciência para dentro do saco... depois é ver a descompensação ao carregá-los pelo corredor fora até ao carro... uns cheios quase a rebentar as alsas e outros com uma embalagem de guardanapos! Com tanta ligeireza a dar andamento às compras do cliente, não é de estranhar ouvir umas garrafas a partir pelo caminho e ver uns sacos rebentados junto aos caixotes do lixo!

Tudo isto deve ser estrangeiro para quem faz compras no Jumbo... já reparei que o sistema de caixas deste hipermecado é muito mais eficaz... a própria operadora é que coloca, sem esforço, os artigos nos sacos graças a um inovador processo que aconselho os senhores do Continente a copiar!

O importante é que as compras já estão feitas e posso passar a tarde no sofá descansando de uma semana mal dormida... ora vendo os filmes repetidos até à exaustão, ora dormitando relaxadamente!

1 comentário:

Ayatola Mugenga disse...

Descansar no sofá.....então...e o pó alojado estéticamento nos moveis !?!?!?!....Vamos mas é ao trabalho......

:)