quinta-feira, maio 19, 2005

Querida Telefonia

(Vão buscar os lenços de papel... estou profundamente direccionada para a lamechice!)

Escrevo- te para te lembrar que deixei o resto da minha vida por ti... e já quase te deixei para retomar o resto da minha vida! Felizmente, percebi a tempo que deixar- te era perder parte da vida... agora vê lá se fazes o favor de agradecer e retribuir com a *linha que tanto persigo e que insiste em escapar nas entrelinhas!

Já amaldicoei o dia em que te conheci por dentro e em que passei a fazer parte de ti... ou será que foste tu que passaste a fazer parte de mim? Deve ser a segunda hipótese a que está certa... porque se eu deixasse de viver em ti depressa te esquecias de mim... já eu, não conseguiria viver assim (esta até parece que foi para rimar)!!

O que é feito de ti, querida Telefonia, estás rendida às audiências e à informática (esta última até dá jeito, confesso)... deixaste- te apanhar na rede do formato do sucesso e esqueceste as pessoas; mas, minha querida Telefonia, não te esqueças que é por causa das pessoas que existes e, é por causa das outras pessoas- as que ainda acreditam e vivem em ti- que tens a obrigação de existir!

Conhecemo- nos há 7 anos... bem sei que parece pouco, mas já nem me lembro da minha vida antes! Recordo com ternura a primeira vez que entrei em ti e saí nas ondas do fm (parece frase feita)... os nervos, a voz a tremer, a respiração a falhar, a irritação com as falhas, as hesitações, gravar as emissões e "obrigar" o namorado, a família e os amigos a longas horas de secador em profunda análise da forma e do conteúdo!

Não sou nenhuma estudiosa da matéria, nem sei qual é a fórmula do sucesso mas sei que não podes subsistir sem ele... queria poder ajudar- te, querida Telefonia, mas o meu pequeno contributo não chega! Como também sou egoísta - de resto, como todo o ser humano- não quero só dar o meu contributo... porque todas as relações são feitas de dádivas e oferendas, espero dar e receber... Mas, confesso... no momento da tua distribuição tenho estado na última fila; se é que me entendes...!

Tenho noção de que estou perfeitamente lamechas, porém não encontro outra forma melhor para falar contigo...

Em jeito de conclusão peço- te: Não desistas de mim, porque eu também não desisto de ti- mesmo nos momentos de fúria... não sou capaz! Dizem que é o "bichinho", chamem- lhe o que quiserem, para mim... é paixão assolapada, é amor para toda a vida!!

2 comentários:

RR disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
RR disse...

É amor mesmo... Pelo menos, esta foi a mais bonita declaração de amor que pude "assistir"! É por ver que esse amor é tão forte que te respeito tanto! A primeira fila das dádivas é toda tua!
Nada insiste em escapar nas entrelinhas. A * não tem que ser perseguida. A verdadeira * é a que está sempre lá, atrás do microfone.